sábado, 15 de junho de 2013

Justificativa

No século XVIII Jean-Jacques Rousseau descreveu, em uma das suas principais obras, a trajetória de Emílio e de seu tutor, demonstrando como seria o processo educacional para se formar um cidadão ideal. Este blog tem o propósito de apresentar textos e reflexões sobre a educação. Com ele buscamos construir um instrumento de pesquisa para estudantes de Pedagogia, professores e gestores. Ao dar ao blog o nome de 'Emílios do Silvio' não se trata de fazer valer as ideias de Rousseau como verdade única e indiscutível, nem tão pouco equiparar-se a ele, mas sim de uma maneira de homenagear este importante filósofo francês, que tanto influenciou a moderna pedagogia e enfrentou os detentores do poder ao defender a educação como um direito de todos, e um dos primeiros a ver a criança como um ser em formação. O vídeo abaixo, produzido pela Univesp, conta um pouco sobre Rosseau e seu personagem Emílio.



Durante o curso de Pedagogia, na disciplina de Filosofia da Educação, elaborei um texto pequeno texto com base na obra de Rousseau, o qual transcrevo abaixo:

Jean Jacques Rousseau

Vida

Rousseau nasceu 28 de junho de 1712, foi criado por seu pai, Isaac, já que a mãe, Suzanne Bernard, morreu durante o parto. Incentivado pelo pai, Rousseau começou a ler os livros deixados pela mãe. Ambos costumavam entrar pela madrugada lendo. Como seu pai se desentendeu com o capitão Guthier ele teve de abandonar a Suíça, e Rousseau ficou sob tutela do tio materno, Bernard, que aos 10 anos o mandou estudar da casa do ministro Lambercier, em companhia do primo de mesma idade que ele.
Foi aí seu primeiro contato com a educação, e ele achou tudo muito confuso: “aquele conjunto de coisas confusas... sob o nome de educação” (ZUIM & RIPA – 2009 pg. 64)
Quando adolescente Rousseau, sem sucesso, foi aprendiz de rábula, gravador, ainda em Genebra, e camareiro, quando se transferiu para Turim. Foi madame de Warens, “que lhe foi mãe, amiga e amante” (Idem) quem lhe deu oportunidade de estudar e entre os 1729 e 1730 foi aluno de música na do Sr. Le Maître. “Em 1740 Rousseau tornou-se preceptor de filhos do Sr. De Mably” (Idem).
Um ano depois ele foi para Paris e como o método musical que havia desenvolvido foi considerado complicado era visto como musico de segunda classe. O sucesso foi com a publicação dos Discurso sobre as Ciências e as Artes e Discurso sobre a Desigualdade.
As publicações foram no num período de 5 anos, entre 1750 e 1755, mesma época em que nasceram seus 5 filhos e que Rousseau os entregou para um orfanato, já que ele considerava que a educação das crianças cabe aos Estado, seguindo ensinamento de Platão.
Em 1763, Rousseau publicou Emílio, ou da Educação, e morreu 02 de julho de 1778.

Emilio, ou da Educação

Jean Jacques Rousseau foi critico das Ciências e das Artes por entender que suas descobertas afastavam os seres humanos de suas origens, e pregava a volta à natureza. A volta era “para que os alunos pudessem ser capazes de diferenciar ‘o que é fruto de uma falsa cultura e o que é típico da natureza humana’.” (Idem pg. 67). Apesar de órfão se mãe, e ter entregado seus filhos pequenos para um orfanato, Rousseau aponta que “o amor materno seria de fundamental importância, inclusive, para que a criança se sentisse segura para que gradativamente adquirisse a confiança para agir por conta própria.” (Idem – pg 69).
Porém, para ele isso não significa que as crianças devam ser privadas da dor, elas devem estar expostas a intempéries da vida para crescerem tanto fisicamente quanto espiritualmente. Ao sentir ou simular a dor a criança exercita seu lado humano ou tirano, respectivamente. Isso leva a criança para uma autenticidade que ela exercita com seu professor, com um querendo estar no lugar do outro, o que estabelece uma relação de confiança entre ambos.
Na relação estabelecida com Emilio, sobressai-se o modo como Rousseau expressa seu desejo de incentivar seu aluno a encontrar as respostas mediante o emprego de seu próprio esforço.” (Idem – pg 70). Algo que se assemelha a dialética socrática.
No livro, Rousseau, apesar de conhecer a resposta, aproxima-se de Emílio quando se coloca num nível de igualdade a ele. O genebriano deixa transparecer que também tem angustias e sofre com as situações inusitadas e os dois compartilham da alegria de juntos encontrarem uma solução para o problema. Rousseau como orientador e Emílio como descobridor de suas potencialidades e capacidade de aprendizado.

Bibliografia:

ZUIN, Antonio Álvaro Sores & RIPA, Roselaine – Guia de Estudos Filosofia da Educação: Trajetórias do Processo Formativo – UFSCar – 2009. 

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