Durante o curso de Pedagogia, na disciplina de Filosofia da Educação, elaborei um texto pequeno texto com base na obra de Rousseau, o qual transcrevo abaixo:
Jean Jacques Rousseau
Vida
Rousseau nasceu 28 de junho de
1712, foi criado por seu pai, Isaac, já que a mãe, Suzanne Bernard, morreu
durante o parto. Incentivado pelo pai, Rousseau começou a ler os livros
deixados pela mãe. Ambos costumavam entrar pela madrugada lendo. Como seu pai
se desentendeu com o capitão Guthier ele teve de abandonar a Suíça, e Rousseau
ficou sob tutela do tio materno, Bernard, que aos 10 anos o mandou estudar da
casa do ministro Lambercier, em companhia do primo de mesma idade que ele.
Foi aí seu primeiro contato com a
educação, e ele achou tudo muito confuso: “aquele
conjunto de coisas confusas... sob o nome de educação” (ZUIM & RIPA –
2009 pg. 64)
Quando adolescente Rousseau, sem
sucesso, foi aprendiz de rábula, gravador, ainda em Genebra, e camareiro,
quando se transferiu para Turim. Foi madame de Warens, “que lhe foi mãe, amiga
e amante” (Idem) quem lhe deu oportunidade de estudar e entre os 1729 e 1730
foi aluno de música na do Sr. Le Maître. “Em
1740 Rousseau tornou-se preceptor de filhos do Sr. De Mably” (Idem).
Um ano depois ele foi para Paris
e como o método musical que havia desenvolvido foi considerado complicado era
visto como musico de segunda classe. O sucesso foi com a publicação dos Discurso
sobre as Ciências e as Artes e Discurso sobre a Desigualdade.
As publicações foram no num
período de 5 anos, entre 1750 e 1755, mesma época em que nasceram seus 5 filhos
e que Rousseau os entregou para um orfanato, já que ele considerava que a
educação das crianças cabe aos Estado, seguindo ensinamento de Platão.
Em 1763, Rousseau publicou
Emílio, ou da Educação, e morreu 02 de julho de 1778.
Emilio, ou da Educação
Jean Jacques Rousseau foi critico
das Ciências e das Artes por entender que suas descobertas afastavam os seres
humanos de suas origens, e pregava a volta à natureza. A volta era “para que os
alunos pudessem ser capazes de diferenciar ‘o que é fruto de uma falsa cultura
e o que é típico da natureza humana’.” (Idem pg. 67). Apesar de órfão se mãe, e
ter entregado seus filhos pequenos para um orfanato, Rousseau aponta que “o amor materno seria de fundamental
importância, inclusive, para que a criança se sentisse segura para que
gradativamente adquirisse a confiança para agir por conta própria.” (Idem –
pg 69).
Porém, para ele isso não
significa que as crianças devam ser privadas da dor, elas devem estar expostas
a intempéries da vida para crescerem tanto fisicamente quanto espiritualmente. Ao
sentir ou simular a dor a criança exercita seu lado humano ou tirano,
respectivamente. Isso leva a criança para uma autenticidade que ela exercita
com seu professor, com um querendo estar no lugar do outro, o que estabelece
uma relação de confiança entre ambos.
“Na relação estabelecida com Emilio, sobressai-se o modo como Rousseau
expressa seu desejo de incentivar seu aluno a encontrar as respostas mediante o
emprego de seu próprio esforço.” (Idem – pg 70). Algo que se assemelha a
dialética socrática.
No livro, Rousseau, apesar de
conhecer a resposta, aproxima-se de Emílio quando se coloca num nível de
igualdade a ele. O genebriano deixa transparecer que também tem angustias e
sofre com as situações inusitadas e os dois compartilham da alegria de juntos
encontrarem uma solução para o problema. Rousseau como orientador e Emílio como
descobridor de suas potencialidades e capacidade de aprendizado.
Bibliografia:
ZUIN, Antonio Álvaro Sores &
RIPA, Roselaine – Guia de Estudos Filosofia da Educação: Trajetórias do
Processo Formativo – UFSCar – 2009.
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